Tu ousas “outonar”? – Um passeio nos jardins de Schönbrunn em Viena

- Atualizado em 3 de outubro de 2016 - , , , ,

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Conheço alguns outonistas.

Eles são os sujeitos que gostam de fuçar com frequência no armário da vida. Puxam do fundo roupas velhas e passam o que não serve ou não combina mais adiante. Fazem isso constantemente, pois todos compartilham de um intenso medo de acumular seus espaços cheios de inutilidades.

Armário muito cheio, alma vazia – pensam assim.


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Um verdadeiro outonista otimiza as escolhas sobre o que preservar ou descartar, observando com que cores seus amigos estão mais confortáveis e satisfeitos, com que tecidos se cobrem aqueles que lhe causam sensações de desconforto e quais outros materiais lhes chamam a atenção ao vestirem qualquer outro transeunte.

Nada passa despercebido. Nada é inútil e todos, simplesmente todos os pontos, remendos, feiuras, pinicamentos, cheiros de naftalina e elásticos apertados são anotados mentalmente por um outonista. Lá dentro de sua caixola, tudo o que aprende se soma, se multiplica e logo começa a faltar espaço para tantas novas combinações mentais. É, então, quando os sentimos inquietos, matutando sobre de quais peças irão se desprender.

Vez ou outra caminhando na rua eles batem os olhos nos seus velhos conceitos de listras ou estampas geométricas andando por aí, grudados no corpo de outro alguém. Este é um momento de sorte, pois ao reconhecer com familiaridade o modelito no outro, eles conseguem ver exatamente porque tal roupa não lhes pertence mais. É uma confirmação de que as coisas mudaram, seu gosto mudou e que aquilo tudo se assenta muito melhor no seu novo dono.

Um outonista não é somente as cores das folhas de plátanos caídas que fazem tapetes aos concretos das cidades, como haveria de se imaginar. Eles são aquela combinação de sol, chuva, frio e vento. Uma inconstância que facilmente causa reclamações e que torna um pouco mais difícil a vida de quem espera ver ao seu redor tudo tão mais simétrico e previsível.

Sim, agora cá são tempos para outono. E eu também quero outonar. Isso por que tenho medo de certa pobreza. Essa tal pobreza de quem não outona e que acaba por acumular de mais, ironicamente ficando cada vez mais pobre de si, da vida e do que o mundo tem a oferecer.


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Essas fotos foram todas tiradas ontem nos jardins do Palácio de Schönbrunn, que é um verdadeiro “must do” na cidade de Viena.

Este palácio é classificado como Patrimônio Cultural da UNESCO e seus jardins estão abertos ao público desde 1779, constituindo-se no primeiro parque público do mundo.


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Você pode simplesmente visitar o exterior do palácio e seus jardins sem pagar nada por isso. Com esta opção você certamente já vai gastar no mínimo uns 40 minutos para percorrê-lo. Isso porque a área é extensa e é muito gostoso passear pelos arbustos e árvores simetricamente alinhados. Também porque vale a pena admirar o castelo junto à certa parte da cidade de Viena, no alto de uma pequena elevação do terreno.


Caso você faça imensa questão de visitar o interior do castelo, aí você deve pensar qual opção de ticket é a que melhor se encaixa ao seu interesse e às coisas que deseja ver.

Existem opções onde a visita engloba janta, almoço, concertos de música clássica, guias, visitas mais curtas ou mais longas. Os tickets mais completos englobam as visitas aos salões do castelo, museu da carruagem, zoológico, uma espécie de jardim botânico e a casa do deserto, a qual abriga plantas da Austrália e África.


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Para chegar até o Schönbrunn, é só pegar a linha U4 do metro ou as linhas 10A de ônibus, ou ainda, os elétricos 10 e 58.


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