Torres del Paine/Circuito do W por conta própria – 21 perguntas e respostas

- Atualizado em 30 de janeiro de 2016 - , , , , ,

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Quer saber como organizar sozinho o circuito do W em Torres del Paine? Nós preparamos um material para auxiliar você nessa aventura. Se liga neste post!

Torres del Paine no Chile é avaliado pelos praticantes de trekking como um dos melhores destinos para praticar a atividade no mundo. E o mundo está certo: Torres del Paine é um dos parques mais impressionantes da América do Sul! Quiçá de todo o globo terrestre!

O turista pode conhecer Torres del Paine de diferentes formas. São mais de 242 mil hectares de extensão que podem ser em parte percorridos de carro (90 km de estradas), a cavalo ou através de embarcações. Em Torres dá para ficar um turno, um dia inteiro ou muitos dias.

Há hospedagens cinco estrelas ultra chiques, refúgios para mochileiros e áreas de campings para montar barracas. É possível ainda caminhar por dias (4-5 dias, circuito do W que percorre 76 km) ou mais de uma semana (circuito do O, que percorre 93 Km em 7 a 10 dias).

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Sabe o que tem para fazer ao redor de Torres del Paine?

O parque Torres del Paine é um tanto isolado. Por todas as rotas não há muito o que se ver ali por perto, exceto visitar a cidade de Puerto Natales.

Além disso o parque abriga uma vasta área que oferece muito a ser visto, então, por esses dois motivos não vale a pena você ir até lá para permanecer menos do que três dias.

Dentre as opções citadas para se conhecer o parque, vou detalhar neste post um circuito de trekking conhecido como Circuito do W. Esse post que preparamos será sobre o W com hospedagens em refúgios, pois foi essa a experiência que vivenciei.

É claro que se você pretende fazer o W através de uma empresa organizando tudo para você, certamente gastará mais do que se parar um pouquinho para organizar tudo por conta própria.

Mas, ao final desse post, você vai ver que nem é tão difícil assim organizar seu próprio roteiro, e de quebra, vai sobrar um dinheiro que você já pode deixar de lado para investir na sua próxima viagem.

Abaixo segue uma lista com: 21 perguntas e respostas sobre Torres del Paine e o Circuito do W

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1) Como chegar a Torres del Paine?

Localizada a 110 Km, está Puerto Natales, a cidade mais próxima do Parque Nacional Torres del Paine. De lá partem diariamente ônibus com destino ao parque.

Para chegar a Puerto Natales:
– De Punta Arenas (226 Km) por ônibus – três horas. Cheque os horários das empresas Buses Fernantes, da Buses Pacheco e da Bussur. Você também pode fazer uma espécie de cruzeiro com a empresa Navimag, o qual dura três dias.

– De Puerto Montt (2299 km) por ônibus – leva-se o dia inteiro. Opção menos utilizada.

– De Calafate (362 km) de ônibus dá umas 5 horas mais 1-2 horas na aduana (empresa Cootra). Também há empresas que fazem tours de bate e volta até Puerto Natales – 10 horas na estrada em um único dia. Outras fazem transporte até Torres del Paine, levando o turista diretamente até lá, sem stop by em Puerto Natales, como a South Road, por exemplo (site aqui).

puerto-natales-chile-patagonia-circuito-do-wPátio com embarcações velhas em Puerto Natales

      Para chegar à entrada de Torres del Paine

De Puerto Natales partem diariamente ônibus às 07h30 e às 14h30 (de Abril a Outubro há apenas o horário da manhã). A duração é em torno de duas horas e o custo do trajeto é de 8.000 pesos chilenos.

Há três paradas de ônibus dentro do parque: Laguna Amarga, Pudeto e Sede Administrativa CONAF. No entanto, as duas paradas de interesse para quem vai fazer o Circuito W são Laguna Amarga e Pudeto. Vai parar na Laguna Amarga quem inicia o W no sentido Torres – Paine Grande (transporte chega às 9h45 ou às 16h45). Já, quem inicia no sentido inverso, descerá em Pudeto (chega às 10h30min ou 17h15min).

Um detalhe importante: você chegou até o parque, mas ainda falta chegar até o ponto inicial do W, pois aí onde você chegou não tem lugar para dormir, comer ou apreciar. Existe um segundo transporte dentro do parque que vai fazer o trajeto até a Hosteria las Torres (passando pelo refúgio Torre Central, ao custo de 3.000 pesos chilenos), ou na outra ponta do W, o transporte vai te levar até Paine Grande, nesse caso o meio é uma embarcação (12.000 pesos chilenos).

Na hora de voltar, você volta pela parada diversa a que começou, e a lógica é a mesma. O ônibus passa na parada Pudeto às 13h30 e na parada Laguna Amarga às 14h30. No horário da tarde, o ônibus passa na parada Pudeto às 19h e na parada Laguna Amarga às 19h45.

      Karen, como foi que você chegou à Torres del Paine?

Eu estava vindo de Calafate e por pura falta de informação montei meu roteiro para dormir uma noite em Puerto Natales e então, pegar o ônibus das 14h30 no próximo dia, rumo ao parque. Mas, se fosse novamente, não faria assim. Pagaria um pouco mais caro e pegaria em Calafate um transporte diretamente à portaria do parque, deixando de fora a cidade de Puerto Natales, que não oferece muito o que fazer, e estaria economizando o gasto com tal hospedagem.

 

2) Em qual a época do ano devo ir?

Aberto durante todo o ano, o parque pode ser mais bem aproveitado de Outubro a Abril, devido às condições climáticas mais amenas. Além disso, os refúgios não estão abertos de Junho a Agosto.

Eu fui ao final de Janeiro e considerei uma excelente época para fazer o W. A única coisa é que em Janeiro e Dezembro existe um maior número de turistas, mas sem estresse porque o parque é grande, né pessoal?

3) Preciso de um guia para fazer o W?

Não, não precisa. Tenha como guia um mapa, as placas, a excelente sinalização do caminho e as dicas dos peregrinos que encontrar ao longo da trajetória.

Mais do que isso é luxo e desnecessário, e o que é supérfluo tira todo o sentido da aventura. Se você quer saber mais sobre isso e também sobre como é para uma mulher fazer o W sozinha leia o post “Trekking/Circuito do W em Torres del Paine – dá para uma mulher fazer sozinha?”

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4) Quantos dias preciso para fazer o W?

A maioria das pessoas vai fazer o percurso caminhando 5/6 dias e dormindo 4/5 noites no parque. Mas, você pode fazer o percurso mais lentamente, se preferir.

5) Estou preocupado em como vou me organizar. Por onde eu começo?

“Ah, vou logo pagar um pacote de uma agência e não me estressar com isso!” Amigo, calma! Gasta algumas horinhas para ler algumas coisas, organizar sua rota e economizar alguns reais. Estamos aqui para ajudar!

Primeiramente, decida em qual direção você vai fazer o circuito. Você pode iniciar por Torres ou por Pudeto. Não há melhor ou pior, mas é a primeira decisão que de tem de ser feita. Então, escolha se quer ver as famosas “Torres de Pão” no início ou no final.

Decidido isso, escolha como você quer descansar. Você quer acampar ou ficar nos refúgios? Assim que decidir isso, procure saber se há disponibilidade e faça reservas para cada noite em uma acomodação correspondente ao trecho da rota.

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6) Devo escolher pernoitar em campings ou nos refúgios?

Tudo depende do quanto você quer gastar, do quanto quer carregar e que tipo de experiência deseja ter. Refúgios custam mais, mas te dão a vantagem de ter de carregar muitos quilos a menos na bagagem e te proporcionar mais conforto no seu descanso.

Inventei uma classificação que cito abaixo para você entender melhor essa questão:

– Nível mochileiro/aventureiro extremo: Vamos dizer que o cúmulo da aventura no W é acampar, levar todas as coisas para isso e levar e preparar sua comida todos os dias. Mas, isso significa carregar uma super mochila e, com mais peso você vai ter que caminhar mais lentamente, destinar horários para montar/desmontar acampamento. Tudo isso pode demandar mais dias no parque ou menos horas de descanso. Se você tem toda essa disposição, beleza! Vá em frente que, com certeza, a experiência será maravilhosa!

– Nível mochileiro/aventureiro médio: Essa opção se encaixa para aqueles que não querem carregar todo o material de camping e alimentação para todos os dias. Aqui o trekker alterna noites em refúgios com noites em campings, carregando apenas um saco de dormir ou nem isso, alugando nos campings barracas e outros utilitários. Leva-se comida para algumas refeições/lanches e realiza-se refeições nos refúgios. Eu diria que essa é uma excelente opção para a maioria das pessoas, oferecendo um pouco da experiência dos refúgios e dos acampamentos.

– Nível mochileiro/aventureiro light: Vai dormir apenas em refúgios e realizar todas as refeições nos refúgios. Ótima opção para quem quer 100% de conforto.

7) Devo escolher começar por Torres ou pelo Pudeto?

Sinceramente, não há grandes diferenças. Eu iniciei por Torres porque queria ver logo as tais “torres de pão” e pensei que, caso o tempo não ajudasse, eu ia era dar um jeito de ir no outro dia novamente e seguir na rota depois (por sorte deu tudo certo!). Eu sugiro iniciar por Torres pelo mesmo motivo, mas você vai ler em alguns outros relatos que o pessoal sugere iniciar pelo Pudeto por causa da altimetria do percurso, por exemplo. Para essa questão não há unanimidade, mas também não há opção ruim.

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8) Quero montar meu roteiro. Como eu vou saber onde tenho que passar a noite? Tem que reservar minha estadia?

O Circuito é um W, certo? Pegue um mapa do circuito e veja as acomodações que existem próximas de onde você vai caminhar no dia pretendido. Vou citar um exemplo de cronograma em uma tabela abaixo, iniciando via Torres. Lembrando que antes de bater o martelo no seu planejamento, olhe bem as distâncias que seu corpo consegue percorrer por dia e também que horário você vai chegar no parque, de modo que o primeiro dia da nossa tabela, por exemplo, pode ser unido ao dia 02, e talvez o dia 06 com o dia 05.

Assim que decidir onde vai passar suas noites faça imediatamente as reservas, pois com frequência faltam vagas em algum refúgio (como aconteceu comigo). Faça as reservas através dos sites das duas empresas que operam no parque, a Fantastico Sur  e a Vértice Patagônia. Por que pelas duas? Porque você vai ver que algumas das acomodações estão sob comando da Fantastico Sur e outras da Vértice Patagônia.



 

9) Fui montar meu roteiro e não tem mais vagas nos refúgios. O que vou fazer?

Isso aconteceu comigo em uma das noites quando tinha que passar a noite em Los Cuernos. Bom, aí eu não iria levar todo o kit de camping para um noite só. Então, eu aluguei uma barraca, um isolante térmico e um saco de dormir para uma das noites.

Caso isso também aconteça com você, e você ainda não testou suas habilidades para montar barracas, fique tranquilo(a). A empresa com a qual você alugou vai deixar tudo montadinho para você. Eu não sabia que era assim, mas de fato é o que ocorre.

torres-del-paine-chileVisão do Lago Nordenskjold, uma das paisagens maravilhosas que se encontra durante o Circuito do W

10) Vale a pena comprar refeições dos refúgios?

Olha, acho que vale sim. Primeiramente, porque daí você não precisa carregar comida para todos os dias, o que minimiza muito o peso para carregar nas costas diariamente. Outro motivo é você ter uma comida um “pouco mais fresca”, mais variada, incluindo frutas, carnes e alguns legumes, o que parece uma boa ideia para quem vai fazer tantas horas de atividade física durante o dia.

Mas, não espere por comida requintada. Isso porque os refúgios ficam em locais isolados, lembra? O preço que você paga por essa comida preparada, que é bastante simples, mas super tragável (não tenho do que reclamar), inclui o fato de a comida ter chegado ao parque no lombo de algum cavalo e nas costas de alguém que transportou a comida em algum ponto até lá. Não tem estrada para carro em todos os pontos e o próximo super mercado fica bem distante. Considere isso antes de falar que a comida é cara pelo que servem.

Eu comprei para todos os dias o café da manhã, um lunch box e a janta (opção “full bord” oferecida no site). No lunch box havia um sanduíche bem grande, acompanhado de uma fruta, um pacote com amêndoas e uma caixinha de suco. Me serviu bem, assim como os almoços e as jantas.

11) Se eu comprar as refeições nos refúgios, devo também levar alguns lanchinhos?

Você pode levar algum lanchinho extra como chocolates, barras de cereais, caixinhas de suco. Mas, se você vai adquirir as três refeições não precisa exagerar. Eu levei tanta coisa que nem cheguei a comer e isso foi um peso extra do qual eu não precisava.


Você gosta de trekking? Leia também nosso relato sobre uma trilha muito legal na Argentina no   Parque do Aconcágua


12) Quero saber quanto de dinheiro levo comigo. Posso usar cartão de crédito, pesos ou dólares?

Eu quase me lasquei nesse quesito aí… Lembre-se que você tem que guardar dinheiro para um transporte da entrada do parque, a sua primeira hospedagem e da última e da saída do parque (12.000 + 3.000). Fora isso, leve um dinheiro extra, caso algum dia você queira consumir algo extra nos refúgios ou, comprar algum souvenir no final da trilha (caso você finalize por Paine Grande).

Eu quase fiquei sem dinheiro, pois achava que estava com tudo garantido, já que tinha comprado full board para todos os dias. Eu não contava que iria querer beber um vinhozinho com os novos amigos em uma das noites e nem contava que ao final da trilha iria comprar um pôster lindo do parque, coisas que me custaram alguns pesos chilenos.

Além disso, até onde me lembro, nos refúgios não há máquina para cartão de crédito e a moeda que se aceita são só os pesos chilenos.

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13) É possível conseguir acomodação gratuita em Torres del Paine?

De modo geral Torres del Paine não é um programa barato. Mas, por lá existem três acampamentos grátis: Torres, Italiano e Las Carretas, de modo que se você abrir mão da acomodação em refúgios pode acampar neles, que você consegue economizar um pouco.

14) Sou uma pessoa de porte físico normal, não sou super atleta. Vou sobreviver? Qual preparação devo ter?

Aqui vai a opinião de uma mulher de 31 anos que fez o W sozinha. Você não necessita ser um super atleta para fazer o W. Além disso, você pode fazer ele o mais lentamente possível, diluindo ele em vários dias, caso julgue isso necessário. Eu diria que o mínimo de preparação inclui fazer alguma atividade física 2-3 vezes na semana, como academia, pilates, caminhadas.

Se possível, tente fazer caminhadas onde você mora de 5,10, 15 Km duas a três vezes na semana para fazer o circuito sofrendo menos e curtindo mais. Tente algum dia colocar a mochila que pretende levar e caminhar com o peso que pretende carregar consigo. Se conseguir fazer trilhas em morros utilizando o calçado, os bastões e a mochila com o peso que pretende levar, ótimo!

A minha preparação foi a seguinte: no ano antes de ir a Torres del Paine eu fazia algumas trilhas de trekking nos arredores de Santa Maria – RS. Nunca havia utilizado bastões, mochila grande ou calçados especiais. Nos três meses antecedentes à trilha fazia academia apenas uma vez/semana, fazia pilates uma vez/semana e saia para caminhadas curtas dando preferências para as ruas com grandes subidas na minha cidade umas três vezes na semana.

Nas últimas três semanas, subia as escadas do meu prédio em idas e vindas quase que diariamente com as botas novas de trekking que havia adquirido. Quanto aos bastões usei-os pela primeira vez no parque. Desse modo fiz o trekking do W muito de boa.


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15) Usar ou não usar bastões de trekking?


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Eu tinha lido que não precisava e saí do Brasil sem bastões, afinal de contas, já tinha subido um bocado de morros sem eles.

Mas, quando iniciei meu mochilão pela Patagônia comecei a trocar ideias com pessoas que estavam voltando de Torres del Paine e eles me diziam que seria interessante levar. Comprei dois do mais barato que encontrei em Puerto Natales. Eles eram de alumínio e da marca “Tacora”. Você pode sim fazer a trilha sem os bastões, mas eles são tão leves e você consegue adquirir alguns tão baratos que não tem porque ir sem. Eles ajudam a economizar energia, tombos e manter uma postura mais adequada durante as caminhadas. Se eu fosse novamente, levaria sim, dois bastões para caminhar!

 

16) Como eu vou fazer para adquirir água durante as caminhadas?

Você pode adquirir água nos refúgios e ao longo da trilha. Tendo um compartimento de um litro e meio/dois litros você não vai passar sede, já que ao longo do trajeto você encontra fontes de água prontinha para beber.


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17) Quais calçados utilizar?

Você não vai deixar de fazer o circuito se quiser ir com o seu tênis velho e surrado. Mas, pode ser que ele molhe, que ele não te dê tanta estabilidade ou que não te proteja do frio. Pense que você vai caminhar por cinco dias e que vai viajar até outro país e gastar já um dinheiro considerável para viver essa aventura, de modo que, uma vestimenta, acessórios e utensílios básicos adequados ao programa, vão te dar maior conforto e deixar você curtir mais a experiência.

18) Como não adquirir bolhas nos pés de tanto caminhar?

Vou resumir esse item em três dicas básicas: 1) Compre boas meias de trekking (invista nisso, vale muito à pena). 2- Não deixe para estrear um calçado novo lá no parque. Tem gente que quer pagar mais barato e comprar botas de trekking na Patagônia, mas esquece que um calçado assim merece uma boa amaciada antes.  3- Use um calçado apropriado, que não te aperte, que não tenha costuras que te atritem os pés. 4- Acorde cinco minutos antes e vista seu calçado com calma, alinhando meia e calçado adequadamente, sem deixar os cadarços muito frouxos ou apertados de mais.

 19) Como se vestir para caminhar no W – Com que roupa eu vou?

Você tem de estar preparado para em um mesmo dia pegar chuva, sol forte, neve, calor, frio e ventos fortes (barbadinha, heheheh). Então, o negócio é o seguinte,  leve os seguintes itens para vestir nas caminhadas:

 

  • 1 gorro para proteger a cabeça e parte do rosto. Eu levei também uma balaclava, mas não precisei usar.
  • 1 boné/chapéu para bloqueio do sol. Se possível já leve um com proteção UV e que tenha aquela “cortininha” que cai para proteger o pescoço. Com o vento ele vai querer sair voando, mas dá para prender de baixo do capuz da jaqueta e deixar ele bem firme.
  • 1 óculos de sol com boas lentes de proteção para radiação UV.
  • 1 calça que pode virar bermuda. Dê preferência as de poliamida, pois são leves e vão secar rapidinho caso você molhar/suar. Eu levei só uma mesmo e usei ela todos os dias.
  • 2-3 meias de trekking como as da Coolmax, Thermolite, Primaloft, Polartech.
  • 1 calça e uma blusa segunda pele. Eu usei direto a blusa. A calça coloquei no primeiro dia e depois nunca mais, pois morria de calor. Mas, creio que ela poderia ser mais útil, caso tivesse feito dias mais frios.
  • 1 blusa/jaquetinha de fleece – caso esteja muito frio
  • 1 jaqueta de abrigo tipo parka impermeável – este é o item mais importante. Você não precisa de uma jaquetona grossa. Você precisa de algo que te corte bem o vento!
  • 1 par de luvas. Eu usei o tempo todo umas fininhas, com os dedos cortados e proteção contra radiação UV. Por cima destas, ocasionalmente colocava as de fleece.
  • 1 protetor solar para lábios e face com proteção para radiação UVA/UVB, de preferência fator 50
  • 1 protetor para pescoço – se quiser, pode levar uma manta ou algo do tipo. Eu não levei, porque usei roupas que protegiam meu pescoço o tempo todo, mas, um lenço desse tipo não vai pesar muito e ainda tem mil e uma utilidades.
  • Sapatos de trekking de sua preferência

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A título de curiosidade, na foto está minha vestimenta padrão na maior parte do tempo:  calça de poliamida da Columbia, segunda pele da Curtlo,
mochila de ataque da Trilhas e Rumos, sapatos de trekking da marca Vento (de fora da foto ficou minha jaqueta corta-vento e as luvas)


Já quando você chegar aos refúgios, poderá tomar um banho e vestir algo diferente. No meu caso eu vesti todos os dias a mesma roupa, que era uma calça de fleece, uma regata e por cima da regata, um casaquinho de fleece (lembre-se, mais frescura = mais peso para carregar!). Havia levado um tênis levinho e um chinelo que compunham o modelito. Foi bom ter levado o tênis, pois estava bem friozinho nos refúgios e lá dentro não se devem usar os sapatos de trekking que sujamos durante o dia.

20) Quais os principais equipamentos que devo ter?

Se você vai acampar, a lista é grande e eu não vou escrever sobre essa opção. Aqui vai a lista dos itens para quem vai fazer o trekking e ficar nos refúgios:

  •  Mochila que caiba o que você pretende levar para todos os dias e uma menor, pois alguns dias você vai dormir no mesmo acampamento, existindo a possibilidade de deixar “a grandona” no acampamento.
  • 1 capa para mochila
  • 2 bastões de trekking
  • Sacos plásticos para reunir o lixo das caminhadas para jogar fora nos refúgios
  • 1 lanterna ou o celular que tenha uma boa luz
  • 1 compartimento de água para 1-2l
  • Máquina fotográfica / celular para tirar fotos, baterias extras caso necessário
  • Carregador portátil para carregar os itens acima (um carregador solar aqui cai bem)
  • Sabonete, desodorante, xampu, creme dental, escova de dentes – potinhos pequenos para poupar peso
  • Mini-farmácia

Não deixe de ler nosso post para mulheres que estão pensando em fazer o W sozinhas!


21) Vou viajar 15 dias pela Patagônia e quero saber o que eu vou fazer com as outras coisas que vou levar para a viagem fora do W.

A maioria das vezes as pessoas não saem do Brasil apenas para fazer o W. É comum as pessoas combinarem Torres del Paine com Calafate, Buenos Aires, Ushuaia ou Santiago. Isso também aconteceu comigo, que encaixei o parque nos meus 18 dias pela Patagônia e, certamente, não levei toda a minha mochila para caminhar em Torres del Paine.

No meu caso eu deixei dois terços de toda a minha bagagem em um hostel em Calafate, pois era meu último e primeiro destino antes e depois do W. Mas, você pode ainda deixar suas coisas em algum hostel ou hotel de Puerto Natales, caso vá passar por lá.

*Escolho Viajar agradece Henrique Falcão por ter cedido algumas fotos lindíssimas de Torres del Paine para confecção deste post (fotos sem o nosso logotipo) – Gracias, Henrique!


 

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