Parque do Aconcágua e o hotel de infinitas estrelas (trekking Plaza Francia)

- Atualizado em 29 de junho de 2015 - , , ,

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Localizado próximo à cidade de Mendoza, o Parque do Aconcágua abriga o ponto mais alto do continente americano, o pico do Aconcágua, com seus 6960 metros de altura. Ele faz parte da Cordilheira dos Andes, a imensa cadeia montanhosa que se estende da Venezuela à Patagônia.

Montanhistas do mundo inteiro visitam o parque para escalar o monte Aconcágua. Para esses aventureiros, conquistar o topo é um grande desafio físico e mental contra os inúmeros obstáculos que essas montanhas abrigam. Em média, apenas 30% dos montanhistas conseguem a façanha, concluindo completamente o percurso, o que leva de 12 a 20 dias.

Para quem visita Mendoza e não tem pretensões de chegar ao cume do Aconcágua, ou sequer fazer longas caminhadas, ainda assim é possível visitar a entrada do parque e ter um gostinho das Cordilheiras dos Andes. São os chamados “circuitos de alta montanha”, vendidos por inúmeras agências de Mendoza.

As agências levam os turistas de Mendoza ao Parque Provincial do Aconcágua, com trajetos que percorrem diferentes localidades. Tais passeios duram o dia inteiro, pois percorrem em média 400Km. Apesar de uma atividade longa, os passeios de alta montanha costumam deixar o turista bastante satisfeito, pois proporcionam a visão de paisagens bastante impressionantes.

Mas, e se você pudesse desbravar um pouquinho mais os mistérios da cordilheira, indo além do que a maioria dos turistas vê e pernoitar no meio das montanhas? Vivenciei essa experiência durante um trekking de 3 dias no parque do Aconcágua, com direito a pernoite no primeiro acampamento base, onde os montanhistas que rumam ao cume passam a sua primeira noite e a aventura rendeu este post.

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Trekkings e subidas ao cume no Parque do Aconcágua

Os trekkings e as subidas ao pico do Aconcágua são realizados no período de temporada dessas atividades, o qual geralmente vai de Novembro a Março (determinado com precisão de acordo com as previsões meteorológicas de cada ano). Enquanto as subidas ao cume são um imenso desafio que demandam no mínimo duas semanas de disponibilidade, os trekkings pelas diferentes rotas do parque podem ser feitos em programas de 1 a 7 dias.

Os trekkings no parque do Aconcágua possibilitam o contato com pessoas do mundo inteiro que compartilham o gosto pela natureza, pela aventura e pelo montanhismo. Os diferentes percursos são compostos por paisagens montanhosas distintas, bastante grandiosas e que muito impressionam. Mesmo que aqui o cume não seja o objetivo, ainda assim é possível enfrentar ventos fortes, neve, e sentir no corpo os efeitos da altitude.

Dois programas de caminhadas no parque se destacam. O mais longo é o Trekking para Plaza de Mulas, atinge 4.260 manm e percorre 70 Km ao final de cinco a sete dias de expedição. Já o trekking para a Plaza Francia pode ser feito em dois a três dias, percorre no total 34 km e atinge 4.100 manm. Teve a impressão que a distância é pouca? Pois, poucos não são os esforços pra subir esses metrinhos aí.

 


Por que decidi fazer o trekking até a Plaza Francia?

Eu queria conhecer melhor o interior do Parque do Aconcágua, mas, não tinha muito tempo disponível. Pesquisando sobre as trilhas realizadas no parque, acabei por me deparar com fotos muito lindas feitas no mirador da Plaza Francia, as quais possibilitavam a vista da Parede Sul. Dizem que esta é a vista mais privilegiada do ponto mais alto de toda a Cordilheira dos Andes, o pico do Aconcágua. Além disso, queria descobrir como meu corpo se comportaria  diante de uma dificuldade ainda não experimentada no trekking, a altitude elevada, que neste trajeto chegaria a 4,100 manm. Outro objetivo era dormir no meio dos Andes, ver céus estrelados e vivenciar o clima de um acampamento base.

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Caminhadas, altitude e o nosso corpo

A subida ao pico do Aconcágua é um processo, que como já citei, dura de 15-20 dias. A programação desses dias envolve, é claro, a parte de caminhar, mas, uma boa parte deste tempo também é dispensada para descanso e para que o corpo realize o processo de aclimatação. Isso porque em elevadas altitudes, o corpo não consegue captar o oxigênio da maneira como faz quando estamos ao nível do mar, então, ele tenta se readaptar. Neste processo, a frequência respiratória e cardíaca aumentam, bem como os valores da nossa pressão arterial. Sentimos o fôlego curto, podem existir dores de cabeça, náusea, sensação de lentidão entre outros sintomas. Quanto maiores forem as altitudes, mais frequentes são esses sintomas e maior a possibilidade de eventos mais sérios ocorrerem, como o edema agudo de pulmão, edema cerebral e infarto do miocárdio. E, é justamente na tentativa de minimizar estes problemas que a subida é feita de modo lento, onde se caminha aos poucos, respirando profundamente, fazendo pausas para reidratação e passando várias horas nos acampamentos base entre um trajeto e outro.


 

Roteiro de Trekking Plaza Francia

Contratação de serviço

Eu fiz o roteiro através da empresa Inka Expediciones (http://www.inka.com.ar), que tem sede em Mendoza. O acerto e pagamento foram feitos dez dias antes do início do trekking. Mais adiante no post existem informações sobre a empresa e outras empresas que fornecem o serviço

Primeiro dia

Tudo começa no terminal central de Mendoza, tomando o primeiro  ônibus com destino a Penitentes, às 6 da manhã. Comprei o ticket alguns minutos antes na própria empresa que presta o serviço chamada “Butini”, facilmente localizada no terminal. A viagem levou quase quatro horas e contou com inúmeras paradas antes de chegarmos ao destino final. Desci em Penitentes, bem em frente ao Hotel Ayelen, que era justamente onde eu deveria ir para me encontrar em meu guia.

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Em Penitentes eu já comecei a me animar muito sobre o que viria pela frente. Os carros quase não cruzavam a estrada e as montanhas intimidavam meus passos que me conduziam com minha mochila nas costas em busca do meu ponto de encontro. Eu estava ansiosa sim.

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Já no subsolo do hotel, conheci aquele que seria meu guia, o Frederico. No local havia mais pessoas que se preparavam para trilhas diversas e organizavam coisas para serem carregadas através do transportes nas mulas.

Eu nada despachei através dos bichinhos pois não iria ao cume, logo, não tinha roupa, equipamentos e alimentos para vários dias, de modo que o que precisava cabia em minha mochila cargueira. Ali descobri que apenas eu iria fazer o trekking com meu guia,  já que ninguém mais havia se inscrito para a data.

Por sorte, no mesmo dia havia um grupo de cinco aventureiros que, com outro guia, iriam tentar o cume, e como a trajetória deles também começava pelo acampamento confluência, tive a companhia do grupo nos dois primeiros dias. Fiquei feliz de saber que não iria sozinha com meu guia, mas fiquei um pouco apreensiva em um primeiro momento pois sabia que meu ritmo poderia ser diferente do dos homens durante a caminhada.

Algum dos meninos se apresentou por primeiro e logo todos se apresentaram de maneira muito gentil. Na foto abaixo você pode ver pode ver a primeira foto que tiramos todos juntos, minutos após termos nos conhecido. Meu guia era o de blusa vermelha (argentino) e os outros membros do grupo eram um brasileiro, dois noruegueses, um belga, outro argentino e um peruano (guia dos meninos). Ao fundo da foto é possível ver um pedacinho da Ponte Inca, ponte que fica próxima à entrada do Parque do Aconcágua.

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Depois, rumamos para o Parque Provincial do Aconcágua.

Parque-do-aconcagua-mendozaNo posto da entrada existem encarregados de checar a documentação das pessoas que irão fazer trilhas no parque. Então, entregamos nossas permissões de trekking (eu) e subida ao cume (meninos).  Eu vou explicar melhor sobre os papéis e permissões ao final do post.

Após o procedimento de entrega dos documentos iniciamos a caminhada passando pela Laguna Horcones.

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Depois da laguna, iniciamos o trajeto rumo ao acampamento Confluência.

O terreno era bem íngreme, ventava muito, e o pó das montanhas viajava com toda força até nossos rostos. Em outras horas, o vento trazia um granizo bem fininho, que com a velocidade chegava até nossa pele, machucando-a de leve.

Com uma mochila um pouco pesada nas costas e o ar mais rarefeito, subíamos lentamente, passando por vales e montanhas. Senti o fôlego curto na maior parte do tempo e eu achei a subida bem puxadinha.

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Levamos três horas e meia até nosso destino final. Senti um enorme alívio quando chegamos à Confluência a 3368 manm. As horas restantes do dia no acampamento foram dedicadas a descanso, hidratação, organização e parte do processo de aclimatação.

Confluência é o primeiro acampamento base do parque. Nele existem diversos domos das diferentes empresas que ali operam e, também há espaço para as pessoas que levam as sua próprias barracas.

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Existe também uma área mais aos fundos que abriga alguns banheiros.

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No caso da Inka, um dos domos era uma espécie de cozinha, onde dois funcionários preparavam nossas refeições.

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Em outro, tínhamos nosso refeitório. Ali jogávamos conversa fora e fazíamos as refeições. Existiam mais dois onde o grupo dos meninos que iria ao cume e os guias usavam como dormitórios. Como eu era a única mulher do grupo, dormi em uma barraca, que já estava montada quando chegamos.

À noite, a temperatura despencou. Mesmo com meu saco de dormir para -15 graus que eu havia levado, sentia um pouco de frio e acordei várias vezes por conta disso. Numa dessas vezes abri a “porta” da barraca e vi um céu tão, mas tão estrelado que me emocionei. Fiquei arrepiada e naquele momento sozinha, senti a falta da minha família que naquela hora nem sonhava com aquela paisagem que me enchia os olhos. Que pena que eu não tenho foto disso!

 

Segundo dia

No outro dia levantamos às 08, tomamos café e nos preparamos. Não tinha água para lavar as mãos ou puxar a descarga, pois toda a água havia congelado. Mas, antes de iniciarmos o nosso desjejum, era hora de alimentar a raposinha que veio ali buscar um agrado.


Iniciamos então o trekking até a Plaza Francia (4100 manm). Foi um trekking mais longo, porém mais tranquilo, pois agora levava apenas uma mochila de ataque, deixando alguns quilos na minha barraca. A maior parte do tempo caminhávamos em silêncio. Cada um no seu próprio ritmo, com seus pensamentos. Já os dois noruegueses iam ao fundo detonando um som bem alto. A paisagem mudava o tempo todo.

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Quando chegamos ao mirador da Plaza, foi possível ver a face sul do topo, o tal Aconcágua que dá nome ao parque. As fotos podem descrever melhor a paisagem do que as minhas palavras. Levamos umas 5 horas e meia entre subida e descida com pausas para lanche e hidratação.

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Mirador Plaza Francia

Quando à tarde regressamos ao acampamento e eu começava a congelar. Eu nunca tinha tido a experiência de ver tanta neve como vi em Confluência e realmente estava vestida de forma inadequada. Eu achava que tinha feito a escolha certa das roupas até então, mas naquela hora vi que não. Frederico me disse que de fato não era para nevar ainda em Confluência naquela época de Fevereiro, mas nevou e muito e eu quase “empicolezei”. Mas, tentei ver o lado bom da situação (nem tinha outra opção) e me considerei de sorte, pois aquilo tudo fazia parte da experiência.

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Consulta Médica

Após algum descanso, todos tivemos que visitar o médico que fica alojado ali por perto do acampamento. Na verdade era uma médica, muito estilosa, de rastafári. Esta avaliação é importante uma vez que libera as pessoas para subirem mais ou não. No meu caso, no próximo dia eu iria na verdade descer, encerrando minha trilha. Mas, para os meninos que iriam até o pico, a liberação do médico era algo fundamental.

A consulta para quem está sem queixas é bem básica. Minha frequência cardíaca e valores de pressão estavam mais elevados que o meu basal e a saturação de oxigênio mais baixa que os níveis usuais. Ainda assim, tudo estava dentro dos conformes e estas pequenas alterações eram previstas nesta altitude. Minhas únicas queixas eram o rosto e dedos mais inchados, dor de cabeça e náusea.

A recomendação foi apenas aumentar a hidratação para algo em torno de 5 litros de água ao dia. Nosso amigo Reuben, o argentino, teve que tomar medicação anti-hipertensiva e foi obrigado a tomar muito mais água para melhor se aclimatar. As avaliações médicas ficam anotadas no papel de permissão de trekking, o qual deve ser portado consigo todo o tempo.


O mal estar do frio e da altitude

Na hora de dormir, ainda nevava lá fora e para dormir eu simplesmente vesti todas as roupas que tinha, incluindo as sujas e minha jaqueta que tinha usado durante as caminhadas. Coloquei tudo mesmo, pois eu achava que morreria congelada. Demorei um tempão para me esquentar e conseguir dormir. Não tinha tomado nada de água no início da noite, pois comecei a me sentir enjoada. Fiquei com dor de cabeça, tonta e achava que ia vomitar a qualquer momento. A altitude tinha me pegado!

Havia levado várias medicações, então, consumi algumas delas para dor de cabeça e enjôo e me esforcei pra beber mais água. Isso porque a hidratação é a principal responsável por minimizar os efeitos da altitude, e meu guia havia me dito que era necessário beber no mínimo 4 litros ao dia. Depois de tanta água, difícil mesmo foi levantar para ter que ir ao banheiro no meio daquele frio todo depois de tanto esforço para me esquentar dentro da minha barraca!

Terceiro dia

Pela manhã, acordei mais cedo para me despedir dos meninos. Eu iria iniciar a volta e eles iriam rumo ao cume.

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Depois do adeus à Confluência, Frederico e eu começamos a descida para a entrada do parque. Estava muito frio, e o início da trilha foi com neve mesmo.

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Para descer foi mais rápido e em 2 horas estávamos na entrada.

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Depois de uma carona até Penitentes, peguei a mesma linha de ônibus da Ponte Inca à Mendoza e dormi a maior parte do tempo durante o regresso. Ainda estava enjoada e eu não via a hora de chegar no albergue e tomar um bom banho.


Valeu a pena?

Valeu e muito. Por ter cumprido um desafio, por ter conhecido pessoas interessantes com gostos em comum, pelas paisagens, pela neve e por todas as pequenas mudanças internas que desafios dessa natureza nos trazem.

Será que dá para ir sem guia?

Olha, acho até que dá, mas eu não iria. Eu não tinha praticado trekking em tamanha altitude e não sabia como me sentiria. Se tivesse que ter carregado comida e barraca nas costas para fazer tudo isso, teria sido bem ruim de caminhar. E, eu estava sozinha, portanto, acho que teria sido imprudência. Não há uma trilha bem demarcada, e só por isso já é muito mais difícil que fazer um trekking em Torres del Paine no Chile, por exemplo.

Qual o preparo físico para este trekking?

Este é um trekking de média dificuldade. É necessário estar em boas condições físicas sim. No meu caso, não sou nenhuma super atleta, mas também não sou sedentária, já que faço atividade física umas quatro vezes na semana. Além do mais já havia feito outro trekkings, porém nenhum envolvendo esta altitude.

Qual a minha opinião sobre a empresa Inka?

Não tenho queixas da Inka. Fui super bem atendida desde o primeiro contato por e-mail. Além isso, meu guia, o Frederico, foi sensacional. O Julver, guia dos meninos era super gente boa também. A estrutura da Inka lá em Confluência também era muito boa. É claro que você tem que levar em conta que é o local é um ponto isolado no meio da montanha. A comida era sem luxos, mas muito boa, em qualidade e quantidade.

Antes de eu ir, eu estava receosa, pois nunca tinha conversado com ninguém que havia feito este trekking e a Inka não está cadastrada no tripadvisor, onde costumo bisbilhotar comentários dos viajantes. Além disso, quando pedi para o pessoal do albuergue que fiquei em Mendoza se conheciam a empresa eles me disseram que não. Mas eu queria porque queria fazer a Plaza Francia, e as outras empresas que contatei exigiam no mínimo duas pessoas para o passeio sair e a Inka o faria mesmo se no dia de início tivesse apenas eu. Como havia lido um relato no mochileiros.com de uma outra garota que havia ido sozinha e havia tido uma boa experiência com a empresa, resolvi arriscar. Chegando em Mendoza, descobri que a Inka funciona há mais de 20 anos e é super conhecida no meio dos montanhistas, tanto na Argentina quanto no exterior. Ou seja, Inka = testada e aprovada.

O que levar para o trekking Plaza Francia?

Se você contratar uma empresa que vai te fornecer domo/barraca e comida, aí você pode levar menos peso. Saco de dormir para no mínimo -15 graus, bastões e botas de trekking, muito protetor solar, protetor labial, óculos de sol, chapéu ou boné, gorro, uma “farmacinha” com as medicações que você costuma usar para dor e enjôo, uma lanterna (ou guardar a bateria do celular para usar à noite), garrafa/reservatório de água para 2 litros, luvas, um cachecol para proteger o rosto e pescoço de frio, neve, vento e sol. Fora a roupa com que fui, levei três camisetas, 2 calças de trekking, 2 blusas mais quentinhas e uma jaqueta corta vento. Mas pra mim, faltou uma jaqueta mais grossa, que eu achava que não seria necessária.

Se você for mais para o final da temporada, é provável que vá precisar também porque aí as temperaturas já estão mais baixas. No mais, cada um deve levar o que julga como acessório de primeira utilidade. Levei coisas para tomar banho e lavar o cabelo, mas só carreguei esse peso.

No segundo dia fiquei sabendo que tinha sim como tomar banho lá, mas eu não tive coragem, pois estava congelando e eu não me imaginava passando mais frio do que já passava. Acho que se lavasse o cabelo ele congelaria como a água da privada tinha congelado. Nessas horas o tal lenço umedecido, um bom desodorante e saber que todos estão na mesma situação confortam a falta da chapinha e de uma boa ducha (fazer o que?! Sobrevivência!).

Quanto se gasta para fazer o trekking até Plaza Francia?

(Vlores de Fevereiro/2015)

– Guias, comida, barraca (Inka Expediciones) – 440 dólares.

– Papéis de permissão para entrada no parque – AR$ 885,00

– Aluguel de saco de dormir por 3 dias – AR$ 550,00

– Passagem de ônibus de Mendoza à Penitentes (ida e volta) – AR$ 130,0

Precisa-se de permissão para entrar no parque (pemisso) para fazer trilhas?

Sim. Na entrada do parque o visitante apresenta o “permiso”. Ali consta o valor já pago, a rota que será feita e se será acompanhado de um guia. Você recebe uma sacola de lixo numerada que deve ser entregue com todo o seu lixo antes de deixar o parque, no mesmo momento que se recebe na licença o carimbo de saída. Se você for através de uma empresa, sua sacola será devolvida vazia mesmo, já que todo o seu lixo será descartado através da empresa que contratou.

Como obter a licença para entrar no parque?

Atenção para este item! Você precisa de tempo no dia anterior para fazer isso e alugar/preparar seu equipamento. O primeiro passo é ir até a empresa que lhe prestará o serviço. Ali você recebe uma papelada e um boleto para pagamento da taxa de entrada no parque. Essa taxa varia de acordo com a nacionalidade do visitante, com a duração do trekking, o período da temporada e se o visitante contratou o serviço de um guia ou não.

O segundo passo, é fazer o pagamento da taxa em um pague fácil de Mendoza. Por último, você deve ir com toda a documentação ao Ministério do Turismo, localizado na Avenida San Martin 1143. Ali você preenche mais alguns papéis e recebe a permissão de entrada ao parque. Fique atento aos horários de abertura deste locais e da tal sesta, quando tudo fecha. Eu entrei em pânico quando cheguei em Mendoza, no meio do Carnaval e na hora da sesta, quando nem a Inka estava aberta. Ainda bem que tinha mais um dia para poder encaminhar tudo isso aí. Abaixo algumas fotos úteis.

 

Locais para aluguel de equipamentos em Mendoza

– Piré – Las Heras, 615

– Chamonix – Barcala, 267

– Mountain Hard Wear – Espejo, 285

Dicas

 

Empresas que oferecem o trekking à Plaza Francia

– Aconcágua Expediciones
Aymarra Expediciones
Aconcágua Spirit
Campo base Travel and Adventure
Discover the Andes
Fernando Grajales
Inka Expediciones

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