Conhecendo as vinícolas de Mendoza no Vale do Uco

- Atualizado em 17 de maio de 2015 - , , , , , , ,

Vale do Uco - Mendoza

Nem só de vinhos vive Mendoza, meus amigos. Sim, Mendoza é, de fato, mais conhecida pelo enoturismo: o mundo todo vai à Mendoza para conhecer alguma das mais de mil vinícolas da cidade, também chamadas bodegas, bem como degustar seus vinhos de renome internacional.

Mas, se você é assim como nós, que gosta de sair da rota comum quando visita um lugar, você precisa saber que é possível incluir no seu roteiro por Mendoza alguma opção de esporte radical, trekking ou outras formas de ecoturismo. Também estão entre as atividades ao ar livre mais requisitadas o rafting, as cavalgadas ao pôr-do-sol, as caminhadas noturnas, os saltos de parapente ou a famosa visita às bodegas de bicicleta. Nós tivemos a oportunidade de praticar algumas, e preparamos algumas dicas para vocês sobre elas.

Conhecendo as vinícolas de Mendoza de bicicleta – por uma viajante solo (Argentina):

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Mendoza é conhecida internacionalmente pelos seus bons vinhos. Por lá existem mais de mil vinícolas abertas para a visitação. Ir de carro conhecer as vinícolas não parece de fato uma grande ideia, uma vez que conhecer cada bodega demanda a árdua tarefa de degustar de três a seis taças de vinho em média. Na ausência de um motorista da rodada, pode se conhecer as vinícolas através de ônibus (sim, para algumas é possível), remis ou agências que levam grupos de turistas.

Outra opção bastante interessante é conhecer as vinícolas de bicicleta. Neste caso, bebida e direção combinam lindamente, desde que o álcool utilizado no abastecimento não seja demasiado a ponto de desequilibrar os condutores!

Quando me programava para ir a Mendoza, havia lido bastante sobre o assunto e achei imprescindível incluir o programa no meu roteiro. Eu queria beber muito vinho mendoncino e pedalar! No entanto, eu tinha duas exigências para meu passeio: queria fazer isto na paisagem que fosse a mais bonita e que fosse de modo bastante seguro. Foi aí que comecei a ficar um pouco encucada com o que estava lendo.

mendoza-wine-bikeA maioria dos relatos do tal passeio de bicicleta pelos vinhedos era na região de Maipu, que é a mais próxima do centro da cidade e é onde se encontram as vinícolas mais antigas. No entanto, muitas pessoas relatavam que o percurso era um pouco perigoso, que você pedalaria bons metros em autopista (sem ciclovia), e que no final das contas a paisagem do trajeto não seria tão bonita assim nessa região.

Por fim, li que algumas pessoas haviam sido assaltadas. Eu não posso opinar sobre um passeio de bicicleta nessa região, pois eu não o fiz. O que posso dizer é que eu, sendo mulher, viajante solitária na ocasião, achei que não era muito prudente simplesmente sair bebendo todas, subir em uma bicicleta com minhas muitas garrafas recém adquiridas e andar no meio de carros e caminhões em busca do caminho de casa. Foi então que decidi que queria conhecer o Vale do Uco de bicicleta. Este post explica como foi essa experiência.

 

 Por que o Vale do Uco para fazer um Wine and Bike Tour?

 

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O Vale do Uco se localiza a aproximadamente 100 km do centro de Mendoza e a 1.500 metros acima do nível do mar. A região é emoldurada pelos Andes, sendo que nos últimos anos vem recebendo muitos investimentos estrangeiros devido ao potencial da produção de vinhos de altitude, considerados de grande qualidade.

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Um dos motivos para a dita qualidade é que a altitude causa grande amplitude térmica entre o dia e a noite, o que favorece a qualidade da produção dos vinhos. A região conta com algumas bodegas familiares e também do tipo boutique, em sua maioria administradas por europeus que no passado ali se instalaram. Quando fiquei a par de toda essa informação fiquei muito curiosidade em conhecer o local.

Estão entre as bodegas mais famosas da região: Andeluna, Atamisque, Domaine Jean Bousquet, La Azul, Salentein, Benvenuto De La Serna, Altus e Clos de los 7 (Monteviejo, Flecha de los Andes, Cuvelier de los Andes, Diamandes).

Como é o passeio de bicicleta pelo Vale do Uco?

Organização

mendoza-wine-tourComo eu não tinha conseguido obter muitas informações sobre andar de bicicleta especificamente nesta região, achei melhor contatar alguma empresa de turismo que ali operasse para me orientasse melhor. Desse modo, descobri que as seguintes empresas organizavam passeios de bicicleta no vale do Uco: Wine Bike and Tour, com quem troquei alguns e-mails e me pareceu ser uma empresa boa e bem renomada; Cordón del Plata; e a Turismo Prima Terra, com quem acabei realizando o passeio.

As três agências me ofereceram valores bastante semelhantes (algo em torno de 1.400-1.800 pesos), incluindo almoço, transfer do hostel do centro de Mendoza e acompanhamento de um guia em seu carro, como reforço durante minhas pedaladas. Eu não conhecia nenhuma das empresas, mas, optei pela Prima Terra pois foi a única que se comprometeu a fazer o passeio, mesmo para uma pessoa apenas. Com eles, o preço de alta temporada com almoço incluso é de 1.700 pesos (Maio/2015).

O Edu, dono da Prima Terra, fez meu transfer do centro de Mendoza. Como não havia mais ninguém no dia para fazer este passeio, acabei vivenciando um passeio muito exclusivo.

vale-do-uco-mendozaDescemos em Tupungato, que é como um bairro da região do Vale do Uco. O nome Tupungato é homônimo ao vulcão, inativo a milhares de anos, o qual é possível avistar na região. Ali pegamos a bicicleta e rumamos para a região dos vinhedos.

Quer saber quantas garrafas de vinho dá para trazer em uma viagem internacional de avião? Leia nosso post com todas as dicas sobre esse assunto

 Distância, condições da estrada e paisagem

Andar de bicicleta pelo Vale do Uco é muito fácil. A maior parte do tempo o trajeto é plano, a estrada não é muito movimentada e existem áreas com acostamento, onde é possível “bicicletear”. Quando não há acostamento, é possível pedalar tranquilamente na beirada da estrada.

A paisagem é linda, pois a cordilheira enfeita o fundo e existem diversos alamos permeando o caminho e várias áreas de plantações de uvas das bodegas, visíveis da beira da estrada. Eu fiz um trajeto de mais ou menos 20 km, enquanto o Edu seguiu em sua 4X4, bem de longe, me deixando livre para percorrer meu itinerário.

 

Está programando viagem para Mendoza? Leia também:

1- Trekking de 3 dias (Plaza Francia) – Dormindo sob as estrelas no Parque do Aconcágua

2- Cavalgada ao pôr-do-sol em estância de Mendoza

3- Visita às Águas Termais de Cacheuta – vale a mesmo a pena?

 

No meio do caminho havia uma igrejinha super pequena e bem rústica. Estacionei a magrela ali e entrei. Lá dentro, os bancos eram de couro de gado e havia uma enorme estátua de madeira do Cristo.

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E foi chegando a hora de visitar as vinícolas. O Edu já havia feito as minhas reservas, quando fechei o passeio. Eu visitei primeiramente a bodega Salentein. Ali fiz minha primeira degustação de vinhos e visitei o espaço cultural que existe colado à bodega, conhecido como “Espaço Killka”.

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Depois da degustação na Salentein, fui almoçar no restaurante do hotel Tupungato Divino (fotinhos abaixo). Porque eu não almocei em uma das bodegas, como todo turista faz? Bom, com certeza o almoço na Andeluna, na Salentein ou na famosa Azul teria sido incrível, sem dúvidas. Apesar disso, aproveitei meu tempo para conhecer um novo lugar, saindo do ambiente em que eu já havia feito as degustações, e frequentar uma sugestão de um Mendoncino (e faria de novo!).

O ambiente do Tupungato Divino era lindo e eu almocei embaixo de um parreiral. Os pratos eram saborosos, enfeitados, cheios de aroma e rico sabor. O almoço foi de três passos (entrada, prato principal e sobremesa) e estava incluso no pacote que fechei com a Prima Terra. Por lá, não ouvi nenhum burburinho em Português, então, acho que o brasileiro prefere mais almoçar nas bodegas da região ou ainda não recebeu dicas sobre esse local (oops!).

De volta na bike, por último, visitei a bodega Andeluna.

Para finalizar o passeio, agora na 4×4, fomos ao Cristo Rey, localizado no departamento de Tupungato (homônimo ao vulcão localizado na região). Veja bem que este não é o Cristo Rey de los Andes, localizado na fronteira entre Chile e Argentina. Apesar de menos famoso, o Cristo Rey de Tupungato fica em uma espécie de mirante, possibilitando uma visão privilegiada da região.

uco-mendoza Para fazer a mesma rota economizando

Você pode alugar uma bicicleta no bairro Tupungato e sair por aí desbravando tudo sozinho. Com a própria Prima Terra é possível fazer a locação. Para isso, você pega um ônibus no terminal central de Mendoza (empresa Cata Expresó) e desce no centro do Tupungato, onde eles te esperam com a bicicleta para alugar. Além disso, te oferecem um número para você ligar para eles, caso ocorra algum imprevisto.

O custo do aluguel deste serviço, que inclui as reservas das bodegas, mapas da rota e reposição do que precisar para algum possível contratempo custa com a Prima Terra 400 pesos.

Hoje eu tenho esta informação e posso passar isso para vocês. Mas quando fui, sabia muito pouco sobre o passeio de bicicleta pelo Vale do Uco e Tupungato, então, acabei pagando um pouco a mais, pois adquiri o transfer desde o hotel e a companhia do guia que me escoltou em uma caminhonete bem de longe, para o caso de algum imprevisto, como um pneu furado ou de ficar muito “borracha” a ponto de não conseguir me equilibrar na magrela.


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É necessário mesmo pedalar amparado por uma empresa?

Quando fui ao Vale do Uco, realmente não encontrei informações suficientes para fazer o passeio por conta. Contratei a empresa achando que no mesmo dia existiria um grupo de turistas, o que acabou por não ocorrer. De qualquer forma, para mim, esta opção foi bastante conveniente, pois eu viajava sozinha e queria degustar todo o vinho possível, então fiz meu passeio de forma tranquila, segura e quando cansei entreguei a bicicleta para o guia. Na maior parte do tempo eu nem via o carro dele, mas, sabia que se acontecesse qualquer coisa ele estaria na estrada por perto. Dessa forma, obedeci meu ritmo, tirei fotos, parei e apreciei o lugar. Ele havia feito as reservas das bodegas que eu queria visitar e eu não me preocupei com nada. Acredito que se você viaja com outras pessoas, pode organizar um passeio mais autônomo, já que o percurso e a região são bem calmos.

Em resumo, “bicicletear” pelo Vale do Uco custa mais caro que o já bem conhecido passeio pela região de Maipu. É também mais longe, mas é mais exclusivo, a paisagem é muito bonita e a estrada onde se pedala é bastante segura. E, não vamos esquecer dos vinhos dessa região, que são maravilhosos!

Desconto para o leitor do Escolho Viajar!

Escolho Viajar - Cupom Desconto

Eu não conhecia a Prima Terra antes de ir à Mendoza, e acabei tendo uma boa experiência com a empresa. Naquela época, o blog era apenas uma ideia inicial. Mas, quando terminei este post, resolvi dar um alô para o Edu, informando que o passeio que fiz com ele seria tópico de um blog de viagens do Brasil. Como incentivo ao lançamento do Escolho Viajar, ele disse que vai dar 10% (!) de desconto para os nossos leitores que fizerem a visita às vinícolas do Vale do Uco de bicicleta com a Prima Terra. Basta dizer que é um seguidor do Escolho Viajar! Com essa economia, bebam uma garrafa a mais de vinho mendoncino por nós!

Quer ter mais um gostinho desse passeio de bicicleta pelas vinícolas de Mendoza? Então, assista ao vídeo sobre nossas pedaladas no Vale do Uco ao final desse post ou acesse nosso canal no youtube.


 

E você, visitou alguma vinícola de Mendoza de bicicleta ou está com planos de fazer um passeio assim por lá? Conte para nós sobre sua experiência!

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