JERICOACOARA: onde ficar, onde comer e o que fazer

- Atualizado em 9 de junho de 2016 - , , , ,

praia de jericoacoara_capa

Jericoacoara é um lugar encantador no Ceará. Considerado um Parque Nacional, possui uma extensa área de preservação com cerca de 200 quilômetros quadrados. Dunas, areia, lagoas de água cristalina e muito mar, é claro, compõem a paisagem da cidade.

Carinhosamente chamada de Jeri, o local é rústico, onde a energia elétrica existe apenas nos restaurantes e pousadas, as ruas são de areia e não se encontram bancos nem postos de gasolina! Mas não subestime a infraestrutura de Jeri para o turismo: existem diversas opções de hotéis e pousadas simples ou de luxo.

A cidade é famosa por sua beleza natural ímpar, a qual confere à Jeri o título de uma das mais belas praias do Brasil. Confira aqui o nosso:

Guia completo de Jericoacoara


Como chegar?

Pegamos um voo até Fortaleza, ponto de desembarque da maioria dos turistas que vão visitar Jeri. Passamos uma noite na capital e, pela manhã, um transfer passou nos buscar em nosso hotel. Havíamos solicitado o transfer previamente via internet, através do hotel que reservamos em Jeri.

Escolhemos a opção de transfer que apresentou-se mais em conta (70 reais por pessoa). Na primeira parte do caminho, fomos conduzidos por um micro-ônibus. Já em Jijoca, trocamos de transporte para um carro tipo jardineira pau-de-arara.

O trajeto todo levou quase seis horas (são 300 Km, partindo da capital), e a parte na camionete pau-de-arara foi toda na areia: quilômetros e mais quilômetros cortados através de dunas. Depois de certo tempo, é possível enxergar somente dunas (e muitos burros) ao seu redor. É Incrível!

Para uma opção mais confortável e que leva em torno de quatro horas, é possível contratar o transfer com um carro tipo 4×4, com capacidade para quatro pessoas. O valor dessa opção em 2014 era em torno de R$ 500,00 (para até quatro pessoas) e, nesse caso, o trajeto é direto de Fortaleza para Jericoacoara.


My Blue hotel cafe da manhãOnde ficar?

O vilarejo tem várias opções de pousadas. Após algumas pesquisas, optamos por nos hospedar no My Blue Hotel. Como fomos em fevereiro, época considera como “média temporada”, os valores das diárias estavam mais em conta, o que nos agradou bastante.

O hotel tem excelente infraestrutura. O quarto que ficamos era bastante amplo e confortável. O café da manhã tinha vista para o mar e o cardápio era muito variado (sensacional!).

O restaurante do hotel fica na beira da praia, o que o torna uma ótima opção para passar a tarde e apreciar o mar nas cadeiras e espreguiçadeiras que esse espaço oferece. Os pratos e o serviço do restaurante foram realmente excelentes.

O atendimento dos funcionários do hotel, por sua vez, também foi muito agradável, o que reforçou a satisfação com relação à nossa escolha.

Existem ainda outras opções de hotéis bem cotados através das avaliações dos viajantes, como o Essenza Hotel, Blue Residence Hotel, Pousada Ibiscus, Pousada Maxitalia, entre muitas outras. Há inclusive hostels, portanto é interessante realizar uma pesquisa de acordo com o gosto de cada um.


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O que fazer em Jeri?

1- O pôr do sol em Jericoacoara

por-do-sol-jericocoaraO final da tarde em Jeri é um momento bastante aguardado. Já é costume: a Duna do Pôr do Sol fica repleta de espectadores que se posicionam aguardando o grande evento. Por volta das cinco e meia da tarde, o sol mergulha no mar – um espetáculo imperdível! Não é à toa que o pôr do sol em Jeri é considerado um dos mais belos do Brasil!

Como chegar – Provavelmente você conseguirá ir a pé à Duna, saindo de qualquer lugar onde estiver hospedado(a) em Jericoacoara, salvo se estiver em uma pousada mais retirada!

2- Passeios de buggy ou quadriciclo

Para conhecer os pontos principais pontos da localidade, os passeios de buggy são uma boa pedida. Outra forma de conhecer alguns pontos é através do aluguel de um quadriciclo. Você pode contratar o passeio pelo hotel/pousada, ou, diretamente nas agências no centrinho. O buggy pode levar quatro pessoas, além do motorista, que também é o guia do passeio. As agências dividem os pontos em dois passeios: lado leste e lado oeste. O custo geralmente é de 200 a 250 reais para os quatro passageiros.

De buggy pelo lado leste

Esta foi a opção que adotamos. O passeio durou em torno de quatro horas. Passamos pelos pontos mais turísticos, tendo sido o primeiro a Pedra Furada, um dos famosos cartões postais de Jeri. Outra forma de chegar à Pedra furada é fazendo a Trilha do Serrote (não fizemos a trilha, mas a informação é que não é uma trilha difícil e dura em torno de 30 minutos).

pedra-furada-jericoacoara

O segundo pit stop foi na Árvore da Preguiça, uma conhecida parada obrigatória para fotos. Essa árvore, que se encontra “deitada” na areia é chamada de preguiçosa, porque a coitada não conseguiu ficar de pé, em virtude dos ventos fortes que a acometeram.

arvore-preguica-jeri-brazil

Já a terceira parada, foi em outro cartão postal, que é uma lagoa de água azul cristalina, com redes que ficam suspensas dentro da água. Este “oásis no meio do deserto é a Lagoa Azul.

lagoa-azul-redes-jericoacoaraOlhando a foto, dá para entender porque ninguém resiste à tentação de deitar em uma dessas redes, não é mesmo?

Um detalhe, só para constar: a Lagoa Azul fica, na verdade, em Cruz, um município vizinho.

Voltamos para o buggy e, 30 minutos depois, nossa próxima parada foi na Lagoa do Paraíso, que possui maior infraestrutura que a Lagoa Azul. No entanto, o encanto e a beleza das duas lagoas são os mesmos !

O almoço foi em um restaurante na Praia do Preá, paraíso dos praticantes do kitesurf.

Lado Oeste

De buggy atravessamos o delta com uma balsa um tanto diferente, empurrada manualmente por remos longo. Seguimos pelo Mangue Seco, que traz uma paisagem completamente diferente. A vegetação dessa região fica seca devido à movimentação constante das areias e em virtude do avanço do mar.

Passamos por onde era o vilarejo de Velha Tatajuba, que desapareceu soterrado pelas areias. Lá ouvimos histórias dos locais, que nos contaram histórias sobre a vila que foi consumida pelas dunas e sobre a Nova Tatajuba, que foi reconstruída na outra margem do rio.

Continuando pelas dunas, paramos na Duna do Funil, que é uma descida de 60 metros, onde se alugam pranchas de madeira para fazer “skibunda”. A descida é uma delícia, mas a subida é de tirar o fôlego (mesmo com o auxílio de uma corda para apoio). Na época em que fomos, a base da Duna estava vazia, na época de cheias, existe uma espécie de lagoa no final da descida.

A parada para o almoço foi na Lagoa da Torta, onde o cardápio é “vivo” (os peixes que serão preparados são levados até você inteiros e recém pescados, para que seja escolhido o da sua preferência). A comida estava deliciosa. Experimentamos também ostras, servidas na beira da lagoa, onde as cadeiras e guarda sóis ficam próximas d’água o suficiente pra molhar os pés. Lugar ótimo para relaxar e curtir a paisagem. Fizemos também por lá stand up paddle. Para quem não tem intimidade, estar favor do vento é tranquilo, mas contra o vento só com ajuda do “instrutor”!

No retorno fizemos o Passeio dos Cavalos Marinhos, dentro do canal do Rio Camboa, num percurso de 20 minutos, em barcos pequenos com capacidade para 8 ou 12 pessoas. É possível ver caranguejos siris (vermelhos) e cavalos marinhos.

O passeio todo levou em torno de cinco horas e custou na época 250 reais para quatro pessoas.

Se sobrar energia depois dos passeios, vale muito apena conferir a noite de Jeri. Com pouca iluminação, o clima da noite é muito agradável. Além de várias opções de restaurantes, o ritmo que comanda o vilarejo é o Forró. Não deixe de conhecer um arrasta pé tipicamente cearenses.


 Onde comer?

restaurante Tamarindo

Como os dias são quentes, nada melhor que um gelato para refrescar e adoçar o dia. Não conseguimos resistir e tivemos que provar vários sabores na Gelato e Grano, que fica na praça central (a decoração do lugar é muito legal!). Era nossa sobremesa oficial em todos os dias em que ficamos lá!

Para apreciar um jantar especial, num ambiente agradável, e que tem uma comida estilo gourmet de ótima qualidade, o restaurante Tamarindo é uma linda opção, conforme se pode ver na foto.

Continuando no estilo gourmet, agora com um chefe italiano, o restaurante Leonardo Da Vinci, onde existe um cardápio variado de massas, peixes e filés. Comida excelente.

Já o Rústico e Acústico é um espaço com preços mais acessíveis e com comida muito boa (os nomes dos pratos são bem criativos!).

Se bater a vontade de comer algo diferente, o hambúrguer artesanal da Serafim Hamburgueria é uma delícia que vale a pena experimentar.

Outra opção é o Kaze Sushi Bar, com os peixes super frescos. Lá experimentamos o melhor sushi de atum que já comemos até hoje!

Agora, se a ideia é tomar um caipira, não perca o The Greatestbar Dumundu, onde a caipira é de 900ml! O bar é descontraído e também oferece petiscos.


O que levar?

Duna do Por do sol entardecerItem indispensável: protetor solar e óculos de sol! Ficamos seis dias em Jeri, e o sol brilhou durante o tempo todo. Outra dica: lá venta muito, mas muito mesmo… Por isso chapéus não são muito práticos. O melhor é levar um boné (que permite um maior ajuste) para se proteger do sol.

As ruas são todas de areia, então o ideal são chinelos para todos os momentos. Pés descalços também são bem vindos. Nem adianta levar salto: não vai ter como usar!

Para itens de higiene, lanches e outros utensílios de dia-a-dia existe um mini mercado, onde você encontra praticamente tudo o que precisa (preço salgado, como de costume em lugares turísticos).

Roupas leves e práticas são as mais adequadas.

Não conte com caixa eletrônico por lá pois não há, então a dica é conferir se seu hotel aceita cartão de crédito (a maioria dos estabelecimentos utiliza cartões).


 

Qual a melhor época do ano para visitar?

A época das chuvas é de janeiro a junho, o que não é motivo para abortar a missão de visitar Jeri, já que as chuvas são passageiras e por lá faz calor o ano todo. Jericoacoara está se tornando um destino cada vez mais conhecido, também pelos gringos. Por isso, não há época em que não se encontrem vários turistas por lá. Nos meses fora das férias, é possível usufruir de um pouco mais de calmaria.


Quanto tempo ficar?

De três a cinco dias é um período legal para curtir Jeri.


Agradecimento – Este post contou com o auxílio de Paula Girardi Grünewald para fotos e redação do artigo.

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